Pois assumirei então. Tava de saco cheio. De escrever, comentar. Ainda bem que passou e cá estou proseando novamente. E pretendo comentar mais. Eu adoro comentários. Todo mundo gosta, não é? Que a justiça seja feita!
Em segundo e não menos importante. Alice é praticamente uma adolescente. No próximo domingo completará 11 meses. E nossa! Fico sem palavras. O tempo insiste em passar super rápido. E ela se mostra cada vez mais ser humano, sabem como? Imita tudo que fazemos. Faz coisas que nunca ensinamos. E o pai e eu ficamos bobinhos, bobinhos. Babando litros. É cansativo, mas sem dúvida nenhum recompensador viver uma maternidade tão ativa.
Há sempre o caminho mais fácil, mas opto pelo mais difícil, mais trabalhoso. E o resultado tem sido incrível. Pareço ter nascido para ser mãe. Cuidar, ensinar. Estar sempre por perto. A fazendo entender pela conversa. Pela entonação.
Faço questão de brincar, me jogar no chão com ela. Deixar que me ensine um pouco as coisas. E finalmente voltar a ser criança. E isso é maravilhoso. Menos cara feia e mal humorada. Mais brincadeiras e risadas deliciosas.
Sempre me preocupo com a alimentação dela. Em fazer as coisas mais frescas possíveis. Em criar pratos e oferecer sempre sabores diferentes. Testar seu paladar e observar a reação de seu organismo a certos alimentos. Posso passar horas amassando a comida, descascando as frutas, passando-as na peneira para fazer suquinhos.
E o resultado é incrível. Tenho até medo de escrever. E também pode ser sorte, eu sei. Mas minha pequena nunca ficou doente. Nunca teve problema com nada que comeu ou qualquer tipo de assaduras. Tem contato com muita bactéria pelo chão afora. Mas em nenhum momento demonstrou estar amuada ou coisa do tipo. Fica sim muito incomodada com o nascimento de cada dente. Mais carente, manhosa, querendo colo. Mas nem febre apareceu por aqui. E eu só tenho a agradecer. À ela e aos deuses. E tenho muito medo do dia em que ficar doente. Vou sofrer junto. Ai, ais!
Logo que a ansiedade de separação apareceu por aqui eu não me assustei. Fui percebendo uma certa necessidade da pequenina estar sempre no meu colo. Lugares com muita gente então, nem o colo do pai serve. Quer sempre estar comigo.
Quando acorda a noite chora desesperada até que a pegue. Nunca tive medo em dar colo em excesso. Tenho certeza de que quando tiver com 15 anos não quererá que a pegue no colo (???), por isso super aproveito os momentos de chamego e amor.
Também acho que nós, mães, nos doamos muito durante todo esse tempo. E a ansiedade de separação deve ser uma maneira de enxergarmos um retorno. Tipo: "Mãe, entendi que você não é só um peito. Que esse peito não faz parte de mim. Por isso, não vá muito longe e não me deixe pra trás porque eu preciso saber que está por perto. Não posso viver longe de você. Não me deixe, por favor". Gente, há declaração de amor mais sincera que esta?
Muita gente vai me chamar de louca, mas não consigo ver esta fase como negativa. Pode ser cansativa. Esgotar às vezes. Mas eu curto muito. Cada momentinho de amor, de carinho. Para mim, é pura recompensa. Admito ter me escondido dela algumas vezes. Na praia, por exemplo, que só queria meu colo. E eu queria mergulhar, tomar sol. A deixava com o pai e me escondia para conseguir "respirar" um pouco. Já cheguei a chorar de cansaço e de vontade de estar sozinha por um minuto sequer. E ó, nunca me senti culpada por isso.
Alice nunca deu trabalho para dormir. Hoje em dia e mesmo na super ansiedade de separação, acorda três vezes para mamar. Algumas noites, apenas uma. Outras de dente rasgando, a noite inteira. Mas não me incomodo, apesar de ficar irritada algumas vezes, ela está sempre ali do meu ladinho. No bercinho ao lado da cama. E admito, ainda não estou preparada para esta separação de quartos.
Tenho a sorte de poder estar sempre por perto. Já voltei a trabalhar, mas como estou em home-office e tenho uma pessoa cuidando dela, mesmo que ela não me solicite, sempre dou uma subida, brinco com ela e faço questão de mostrar que estou por perto.
Ontem mesmo a cuidadora não veio por motivos maiores. Eu não fiquei brava ou triste. Fiquei feliz por poder estar com minha pequena o dia inteiro. Fomos ao parque, brincamos, nos curtimos. Foi um dia muito gostoso.
E sem me gabar, tenho certeza de que todo este amor um dia a fará uma pessoa mais segura. Mais confiante. E inclusive, mais independente.
Muita gente diz que tenho que colocar na escolinha, que ela vai interagir com outras crianças e todo o resto. Mas acredito que no momento certo (pra gente) ela irá fazer tudo isso. Já que posso tê-la por perto, prefiro assim. E somos muito felizes.
Sei que muita gente até chegou a pensar que esse grude todo ou a ansiedade de separação acontece por ela ficar muito comigo ou até não ter contato com muitas pessoas. O que não é verdade. Não concordo em sair pra badalar o tempo inteiro e levar a cria pendurada pra todo canto. Acho que criança precisa de sossego, tranquilidade e rotina.
Desde pequenina Alice tem uma rotininha. Sabe prever quando cada coisa vai acontecer. Poucas vezes quebramos a rotina e ela se portou bem. E acredito de verdade que essa maneira foi a melhor para minha família.
Quando tiver outro bebê, farei tudo igual. Ou melhor, serei ainda mais "engessada" em alguns aspectos. Nada de sair com bebê pequeno por aí. Nada de passeios tumultuados ou festas cheias de pessoas. Hoje entendo que quando Alice era pequena e eu me sentia mal de sair com ela ou ficar explicando para as pessoas que não queria visita ou qualquer coisa mais agitada estava apenas seguindo meu instinto. E ele estava me levando para o caminho certo.
Pode nem ser por isso que tenho uma bebê calma e tranquila. Mas prefiro não mexer na receita se o bolo deu certo.
Falando em bolo, em um mês terei uma bebê completando um ano. Tô tão emocionada que só de pensar tenho vontade de chorar. É uma alegria nostálgica, sabem como?
Ver como o tempo passou. E enxergar a linda mãe que me tornei. E a bonita história que construí. Sei que pra muita gente viver a maternidade tão intensamente não faz sentido. Mas eu me encontrei nela. Até por isso sou esse ser monotemático. E querem saber, gosto tanto. E vocês?
| eu era assim! |
![]() |
| e fiquei assim! |
Falem sério se não é pra morrer de amor...

9 comentários:
Pati querida,
saudades de blogar mais, fiz tantas amigas, gosto tanto de acompanhar a vida de mães que me identifico e acho especiais, e tu é uma delas.
A Alice tá linda, e concordo contigo em todos os aspectos. Gosto de rotina, não sou super chata com isso desde sempre, mas hoje em dia, mesmo com ele grandinho ainda temos uma rotina, mais flexível, mas que funciona muito bem!
Nem me lembro do Antônio acordando mil vezes, isso não sinto falta...ele dormiu no nosso quarto no berço dele até os 8 meses, depois foi para o quarto dele e curtiu, não sofreu...e eu sofri!rs
É,é trabalhoso, mas não tem nada mais gostoso que poder ficar com ele o dia todo, me jogar no chão, brincar com ele como se fosse a minha primeira vez...
Ih, me emocionei...rs
Beijos
Oi Pat!
Eu também adoraria ter mais tempo para comentar. Considero uma troca incrível a que o blog nos proporciona, porém na vida de mãe trabalhadora e dona de casa falta tempo para dar conta de tudo!
Aqui em casa também estamos em um momento ansiedade de separação. Começou no final de dezembro e agora que tá passando. Algumas noites foram punks, pq o sono é o mais atingido, né?
Adorei a foto de pititica da Alice! Que cabelo mais fofo!
Beijão para vocês!
Ananda
http://projetodemae.wordpress.com
Pati, estou na fase saco cheio. Mas sei que logo passa. hahaha
Adorei o post, tudo lindo, sua maternidade, sua sinceridade, a Alice.
Beijão!
Pat, muito bom poder algo com licença poetica e tão verdadeiro...acho que isso falta um pouco em tudo....Essa tal sinceridade que vira o tão politicamente correto!!!! A ALice esta demais ai nos demos conta de como a vida passa rápido e pessoas que não conseguem aproveitara vida cuidando da vida dos outros!! beijos
Muito real, muito real como voce relatou a ansiedade de separaçao. Também acredito fielmente que a forma deles grudarem na gente é apenas retorno do quanto aprenderam, e de como estao crescendo. Adoro o jeito como voce escreve.
Alice ja vai fazer um ano. Como passa rapido, lembro que quando comecei a ler teu blog ela tinha apenas algums meses de vida e eue stava gravida ainda.
Beijos carinhosos.
Pati, essas pequenas criaturinhas crescem muito rápido mesmo, não podemos demorar nas "piscadas" que perdemos algum lance...
Alice é uma fofa...
bj
Oi, Ptricia! voce deixou um recadinho pra mim lá no linguistica para leigos, mas eu tenho blog de mae sim: Gota de Chuva, Bigode de Gato. www.gotadechuvabigodedegato.blogspot.com. Talvez voce ja conheca, mas de qualquer maneira, passa la! bjoca
Pati, que texto lindoooooooo!!!
Apesar de a Laura ser mais velha do que a Alice (tipo, 2 meses só), estamos vivendo mais ou menos a mesma fase com as nossas filhas... dentes só agora, a Laura não tinha antes, o primeiro nasceu semana passada...
Tanto para comentar, adorei o seu texto.
Então vamos por partes: acho que toda mamãe fica se saco cheio da blogosfera materna de vez em quando. É normal. E o melhor, ao meu ver, é se distanciar mesmo nessa época, deixar o tempo passar, a saudade bater (sempre bate) e voltar a blogar dicumvontade mesmo!
Entendo bem a questão do "envelhecimento" da Alice. Um tempinho atrás eu escrevi alguns textos no meu blog em que eu falava da saudade do bebê, saudade daquela nenê pequenininha, saudade do seu cheirinho de bebezica e algumas pessoas falaram "áh, mas ela é tão pequena ainda!", e eu dizia que não era isso, eu estava vendo a minha filha crescendo a olhos nus, nitidamente, na minha frente! Os avanços são tantos, muitas descobertas, inúmeros aprendizados, tanto crescimento.... lindo de viver, né?!?!?!
Apesar de trabalhar fora e chegar mega cansada em casa, eu faço questão de brincar horrores até a Laura ir dormir, estar com ela 10% do tempo, fazer esse pouco tempo juntos o melhor do mundo, sabe?? Faço questão absoluta de rolar no chão, brincar, pintar, gastar tinta, energia...
Eu concordo que quando elas tiverem 15 anos não vão querer mais colo, nem estar o tempo todo conosco (embora eu tenha dormido com a minha mãe até a véspera do meu casamento, apesar de ter um quarto só meu...). Eu dou colo pra Laura o tempo todo e acho sim que a rotina é a melhor forma de educar, controlar, ensinar e viver o dia organizadamente, faço questão da rotina dela, mas... o colo é liberado, não importa a hora. Tem gente que fala "áh, mas ela só quer o seu colo o tempo inteiro, sabe pq?? Pq vc dá!!!" Oi??? Não era para eu dar, então? Eu passo o dia inteiro fora, quando chego à noite e ela quer o meu colo devo ensiná-la que a vida é difícil e que nem sempre o nosso amor é retribuído da maneira que gostaríamos??? Há-Há-Há-Há-Há (risada de bruxa maquiavélica), NUNCA!! Vem pro colo da mamãe, vem! Quer dormir aqui? Dorme hoje, tudo bem. Amanhã vc volta pro berço, entendo que o seu dente esteja nascendo, vc esteja com dor e queira o meu cheirinho pra dormir, pode vir. Amanhã vc volta pro berço.
É um equilíbrio, que pode tender a ficar mais pesadinho pro lado "amor-carinho-colo", numa boa.
Beijos grandes!
ehh o tempo voa... amanha a minha pequena faz 1 ano.. qta coisa aconteceu.. cada sorriso.. cada vez que apronta da aquele olhar que so mae logo reconhece a cumplicidade.parabens pra sua bebe tbm.. ela esta linda.. bj
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