
E quando estava já bem doentinho, nos últimos dias da vida, o que mais o animava eram os jogos de futebol. Lembro como se fosse hoje, apesar de já ter passado 4 anos.
Ele ligava a TV e ficava assistindo, vibrando... e eu sempre torci pro Corinthians ganhar, como ele me ensinou.
Quando era pequena, assitia junto e quando ganhava íamos à pizzaria pra comemorar. É inesquecível. Bandeiras, buzinas e afins.
Imagina se eu não ia torcer pro Timão ganhar, justo nos últimos dias de vida dele. Queria que ganhasse mais para minimizar a dor do que para comemorar a vitória.
Lembro que certa vez, nos últimos dias, ele me disse para nunca deixar de torcer para o meu time do coração. E eu fiz que sim com a cabeça.
Toda vez que vejo um jogo, ouço qualquer coisa a respeito, ou até mesmo no sambódromo quando vi a Gaviões desfilar, senti e sinto, sempre, um aperto no peito e um nó na garganta.
Tenho muita vontade de falar com meu pai! De ligar e dizer: pai, nosso time ganhou!!!
E aí tento entender um pouco sobre a vida! Sobre a ausência. Sobre como é difícil lidar com certas perdas!






Ohh querida, fico feliz que o esporte/futebol possa te remeter a esse tipo de lembrança do seu pai, ou que sinta tanta falta dele que isso te faça querer compartilhar e compartilhar ...
ResponderExcluirEu também sou a moleca da casa, embora sejamos em apenas 2 filhas, então te entendo rs...
Sou palmeirense de nascença, mas meu namorado fantasia que sou sãopaulina rs, de ambas as formas ando sofrendo esse ano de 2010 rs... mas realmente gosto de futebol e de entender o futebol rs... achei que mais nenhuma mulher no mundo fosse me entender, mas me enganei!! Eba! rs...
Beijos pra vc e pro baby corintiano!
Ai, Pat, que lindo. Chorei aqui.
ResponderExcluirbjss
Tá vendo só...por essas e por outras que eu jamais tiraria essa alegria do meu marido: ver o filho torcendo pro mesmo time que ele.
ResponderExcluirAinda bem que seu marido não liga, assim não tem stress! rsrsrs!
beijo grande pra vc e pra barriga!
Re
Saudade dói né querida? mas é sinal de que bons momentos foram vividos!
ResponderExcluirò, eu tb fui criada como muleque...pelos meus tios..mas virei são paulina...já fui torcedora de boné e camisa de time, chorava, ouvia pelo rádio...hj não mais...mas confesso q qdo vejo q ganhou ainda sinto um orgulho lá no fundinho...
Pode falar aqui que eu TRICOLOR??? rsrsrsrsrs...
Beijo menina!!!!
Ah, que delícia essas lembranças, né? Meu marido é corinthiano tb, nasceu em São Caetano/SP e a Ísis teve vários uniformezinhos do timão já! Espero que ela goste de torcer com o pai assim como vc gostava de torcer com o seu! Beijos!
ResponderExcluirNão podia deixar de comentar, como corinthiana absoluta, um post tão emocionante... Eu também sofro de futebol, vibro e canto “até ficar rouca”... E no estádio tenho praticamente sessões de descarrego. Saio leve. Inda mais se ganha!
ResponderExcluirQue belo que o Corinthians seja uma conexão importante com seu pai... Uma conexão forte, apaixonada e muito, muito bonita!
E depois li a sua licença poética e pronto. Adorei. Voltarei aqui, certeza! E já to linkando lá no meu bloguezinho.
Beijos e parabéns pelos nossos 100 anos!
Que venha seu baby corinthiano com muita saúde!
Nati