2 de fevereiro de 2012

:: Sobre o peito, a comida e os dentes

Peito

Ansiedade de separação a parte, desde que voltei a trabalhar tenho em casa uma bebê agarrada, carente, querendo mamar toda vez que me vê e por aí vai.

Mesmo estando em home-office e sempre por perto, sinto que ela me procura. Sempre engatinha em minha direção quando apareço e agarra na barra da calça. Pra não me deixar escapar de novo.

Engraçado que quando me tinha por perto até esnobava minha presença. Mamava apenas quando queria e por aí vai. Agora, é o grude em mini-pessoa. E aprendeu uma coisa muito fofa, pegar a minha mão e colocar em cima de meu peito, sinalizando que quer mamar. Achei tão fofo. E ela tem mamado super bem. Seus habituais 10 minutos no máximo, mas percebo que curte, segura os seios como se estivesse com uma mamadeira nas mãos. Confesso que é recompensador. Há dois meses não imaginaria a pequena tão apegada com o peito. Ela sempre curtiu mamar, mas agora parece estar viciadona mesmo. Fico feliz por me sentir ainda mais próxima de meu desejo de amamentar no mínimo até os dois anos.

Comida

Ela que comia tão bem, tem negado as colheradas. Principalmente quando EU dou a comida. Faz cara feia, estica os braços para cima e nada de comer. Com o pai e a cuidadora, abre um bocão de dar inveja na mamãe aqui.

Algumas vezes, poucas, mas frequentes, nega comer com quem quer que seja. Isso acontece principalmente com a papa salgada. Geralmente ela adora a sobremesa. Seja uva, ameixa, pêssego ou o que for.

Mas hoje não quis nem a sobremesa, nem o suco. Apenas mamou e pronto.

Alice é do time das mignon. Magrinha, costelinha visível, sabe?
Daí fico preocupada pela perda de apetite, mas relaxo e tento relacionar de alguma maneira com o nascimento dos dentes. Os alimentos "salgados' devem de alguma maneira incomodar a gengiva e tem o calor da papa... já as frutinhas em pedaços e geladinhas são mesmo ótimas aliadas nesse momento.

Dentes

Sempre me preocupei em limpar as gengivas dela quando acabava de comer. E agora com 4 dentes, dou aquela escovada boa. Boa na medida do possível, por que escovar dente de bebê, deus do céu, que tarefa mais difícil. Não mais apenas que cortar as unhas. Sem contar que ela coloca a língua pra fora dificultando ainda mais o processo.

Como vocês fazem? É assim mesmo?

Outra dúvida, qual a idade ideal para levar ao dentista? Tô me adiantando muito em pensar nisso agora?

:)


1 de fevereiro de 2012

:: Essa tal maternidade...

Vamos por partes! Primeiro, ando pouco comentadora e escrevendo menos ainda. Outro dia conversava com uma blogueira amiga e macaca velha da blogosfera e admitimos às vezes ficar com o saco na Lua desse mundo virtual. Mas nunca assumimos isso no blog.

Pois assumirei então. Tava de saco cheio. De escrever, comentar. Ainda bem que passou e cá estou proseando novamente. E pretendo comentar mais. Eu adoro comentários. Todo mundo gosta, não é? Que a justiça seja feita!

Em segundo e não menos importante. Alice é praticamente uma adolescente. No próximo domingo completará 11 meses. E nossa! Fico sem palavras. O tempo insiste em passar super rápido. E ela se mostra cada vez mais ser humano, sabem como? Imita tudo que fazemos. Faz coisas que nunca ensinamos. E o pai e eu ficamos bobinhos, bobinhos. Babando litros. É cansativo, mas sem dúvida nenhum recompensador viver uma maternidade tão ativa.

Há sempre o caminho mais fácil, mas opto pelo mais difícil, mais trabalhoso. E o resultado tem sido incrível. Pareço ter nascido para ser mãe. Cuidar, ensinar. Estar sempre por perto. A fazendo entender pela conversa. Pela entonação.

Faço questão de brincar, me jogar no chão com ela. Deixar que me ensine um pouco as coisas. E finalmente voltar a ser criança. E isso é maravilhoso. Menos cara feia e mal humorada. Mais brincadeiras e risadas deliciosas.

Sempre me preocupo com a alimentação dela. Em fazer as coisas mais frescas possíveis. Em criar pratos e oferecer sempre sabores diferentes. Testar seu paladar e observar a reação de seu organismo a certos alimentos. Posso passar horas amassando a comida, descascando as frutas, passando-as na peneira para fazer suquinhos.

E o resultado é incrível. Tenho até medo de escrever. E também pode ser sorte, eu sei. Mas minha pequena nunca ficou doente. Nunca teve problema com nada que comeu ou qualquer tipo de assaduras. Tem contato com muita bactéria pelo chão afora. Mas em nenhum momento demonstrou estar amuada ou coisa do tipo. Fica sim muito incomodada com o nascimento de cada dente. Mais carente, manhosa, querendo colo. Mas nem febre apareceu por aqui. E eu só tenho a agradecer. À ela e aos deuses. E tenho muito medo do dia em que ficar doente. Vou sofrer junto. Ai, ais!

Logo que a ansiedade de separação apareceu por aqui eu não me assustei. Fui percebendo uma certa necessidade da pequenina estar sempre no meu colo. Lugares com muita gente então, nem o colo do pai serve. Quer sempre estar comigo.

Quando acorda a noite chora desesperada até que a pegue. Nunca tive medo em dar colo em excesso. Tenho certeza de que quando tiver com 15 anos não quererá que a pegue no colo (???), por isso super aproveito os momentos de chamego e amor.

Também acho que nós, mães, nos doamos muito durante todo esse tempo. E a ansiedade de separação deve ser uma maneira de enxergarmos um retorno. Tipo: "Mãe, entendi que você não é só um peito. Que esse peito não faz parte de mim. Por isso, não vá muito longe e não me deixe pra trás porque eu preciso saber que está por perto. Não posso viver longe de você. Não me deixe, por favor". Gente, há declaração de amor mais sincera que esta?

Muita gente vai me chamar de louca, mas não consigo ver esta fase como negativa. Pode ser cansativa. Esgotar às vezes. Mas eu curto muito. Cada momentinho de amor, de carinho. Para mim, é pura recompensa. Admito ter me escondido dela algumas vezes. Na praia, por exemplo, que só queria meu colo. E eu queria mergulhar, tomar sol. A deixava com o pai e me escondia para conseguir "respirar" um pouco. Já cheguei a chorar de cansaço e de vontade de estar sozinha por um minuto sequer. E ó, nunca me senti culpada por isso.

Alice nunca deu trabalho para dormir. Hoje em dia e mesmo na super ansiedade de separação, acorda três vezes para mamar. Algumas noites, apenas uma. Outras de dente rasgando, a noite inteira. Mas não me incomodo, apesar de ficar irritada algumas vezes, ela está sempre ali do meu ladinho. No bercinho ao lado da cama. E admito, ainda não estou preparada para esta separação de quartos.

Tenho a sorte de poder estar sempre por perto. Já voltei a trabalhar, mas como estou em home-office e tenho uma pessoa cuidando dela, mesmo que ela não me solicite, sempre dou uma subida, brinco com ela e faço questão de mostrar que estou por perto.

Ontem mesmo a cuidadora não veio por motivos maiores. Eu não fiquei brava ou triste. Fiquei feliz por poder estar com minha pequena o dia inteiro. Fomos ao parque, brincamos, nos curtimos. Foi um dia muito gostoso.

E sem me gabar, tenho certeza de que todo este amor um dia a fará uma pessoa mais segura. Mais confiante. E inclusive, mais independente.

Muita gente diz que tenho que colocar na escolinha, que ela vai interagir com outras crianças e todo o resto. Mas acredito que no momento certo (pra gente) ela irá fazer tudo isso. Já que posso tê-la por perto, prefiro assim. E somos muito felizes.

Sei que muita gente até chegou a pensar que esse grude todo ou a ansiedade de separação acontece por ela ficar muito comigo ou até não ter contato com muitas pessoas. O que não é verdade. Não concordo em sair pra badalar o tempo inteiro e levar a cria pendurada pra todo canto. Acho que criança precisa de sossego, tranquilidade e rotina.

Desde pequenina Alice tem uma rotininha. Sabe prever quando cada coisa vai acontecer. Poucas vezes quebramos a rotina e ela se portou bem. E acredito de verdade que essa maneira foi a melhor para minha família.

Quando tiver outro bebê, farei tudo igual. Ou melhor, serei ainda mais "engessada" em alguns aspectos. Nada de sair com bebê pequeno por aí. Nada de passeios tumultuados ou festas cheias de pessoas. Hoje entendo que quando Alice era pequena e eu me sentia mal de sair com ela ou ficar explicando para as pessoas que não queria visita ou qualquer coisa mais agitada estava apenas seguindo meu instinto. E ele estava me levando para o caminho certo.

Pode nem ser por isso que tenho uma bebê calma e tranquila. Mas prefiro não mexer na receita se o bolo deu certo.

Falando em bolo, em um mês terei uma bebê completando um ano. Tô tão emocionada que só de pensar tenho vontade de chorar. É uma alegria nostálgica, sabem como?

Ver como o tempo passou. E enxergar a linda mãe que me tornei. E a bonita história que construí. Sei que pra muita gente viver a maternidade tão intensamente não faz sentido. Mas eu me encontrei nela. Até por isso sou esse ser monotemático. E querem saber, gosto tanto. E vocês?

eu era assim!

e fiquei assim!

Falem sério se não é pra morrer de amor...

25 de janeiro de 2012

:: Gente humilde

Uma homenagem  a todos do "pinheirinho" e um desejo profundo de que o Alckmim e o PSDB vão à merda!

Ouça aqui!

"... e eu que não creio, peço a deus por minha gente, é gente humilde que vontade de chorar..."

Chico, sempre ele!

21 de janeiro de 2012

:: Falando sobre parto domiciliar

Nilani Goettems/AE
Fiquei muito contente quando recebi a ligação da jornalista do Estadão dizendo que tinha encontrado meu blog e gostaria de me entrevistar. O assunto, parto domiciliar. Adorei a matéria. Assumo que temia um pouco. Esses assuntos são polêmicos, né?
Hoje li a versão publicada no portal do Estadão (amanhã sai a impressa) e gostei bastante do resultado. Claro que por mim sairia um livro explicativo de como ter um bebê em casa. Maaaas como a coisa não é assim, resolvi curtir. A jornalista teve bastante cuidado. Quando conversamos pela primeira vez, avisei sobre meu medo. E mesmo com o Conselho Regional de Medicina de SP e seus argumentos-mil a matéria passou uma ideia bacana. Acho que rola um incentivo. Quebra tabus e todo o resto. (não custa nada sonhar, né?)

Ah, Alice não nasceu no chão. Eu estava no banquinho de cócoras, como vocês sabem. Mas enfim. Não me importei muito com isso. Na verdade, isso de chão é até um pouco mais selvagem e me gusta.

O link da matéria tá aqui!

13 de janeiro de 2012

:: Tantas coisas...

... mas em primeiro lugar, um feliz 2012, que seja incrível para todas nós este lindo ano e que termina em número par. Tenho uma queda por números pares, apesar de ter nascido em um ímpar. E Alice idem.

ah, o Natal...

Fazia tempo que não passava um Natal tão especial. Acho que desde pitica não me emocionava tanto. Não pelos presentes ou reunião com a família, e sim por saber que a partir de agora será diferente para sempre. E cada vez mais lindo e emocionante. Depois que Alice nasceu eu comecei a valorizar datas que até então, desde meus 16 anos, passavam batidas.
Alice com cara de sono, eu e a madrinha

Tia Simone

Tia Camila

Alguém pode me levar pra casa que estou com sono?
Nunca fui muito chegada em Papai Noel e sempre o achei um cara bastante capitalista e meio nojentinho. Na minha cabeça apenas as crianças ricas escreviam e tinham suas cartinhas atendidas. E só de pensar nisso, me dava uma tristeza que eu mesma não media (nem meço) esforços para tentar ajudar os mais humildes. Principalmente no Natal. Para mim, essa sempre foi a grande magia das festas de final de ano. Parar um pouco e pensar em algo solidário a ser feito. Muito diferente de onde esse capitalismo selvagem faz questão de nos levar. Não é mesmo?
Apesar de não ter montado árvore ou comprado algo que remetesse ao Natal (prometo montar uma no próximo ano) estava todo no climinha Papai Noel. Deixei Alice toda bonita e comemoramos bastante a data. Com todas as famílias, do marido e minha. Uma em cada dia. E de um jeito. Mas foi uma delícia.

2011 -> 2012
Passamos em casa. Como nos últimos quatro anos. Nossos bichos ficam muito assustados com os fogos e não conseguimos deixa-los sozinhos. Alice dormiu cedo no dia 31. Uma sete. Acordou às onze só para passar a virada com a gente. Foi uma delícia. Nem se assustou com os fogos, simplesmente brincou um pouco e logo pediu para mamar e em seguida dormir. Foi o reveillon mais delicioso de minha vida. O primeiro ao lado de minha família completa. Alice, Gu, eu, cachorras e gata.

As irmãs: Alice, Madalena, Banana e Shiva


Praia
Confirmei o que já imaginava. Criança e praia combinam perfeitamente. Tirando os borrachudos, uma picada de mangava na testa (da pequena) e o medo de Alice das ondas... foi tudo incrivelmente delicioso. Todos os dias de muito sol. Muita praia. Marido e eu formamos uma dupla incrível quando o assunto é viajar em família.

Eba, tô adorando esse negócio de férias

A areia pinica...

Gosto mesmo da minha piscina

E de andar por aí...

Momento esfoliação

Cadê minha água?

Totalmente à milanesa 

Esse sling dá um sooono

Vem mãe, vem...

... que eu quero mamar!

E dormir... praia dá uma canseira!

Os borrachudos
Alice não é alérgica como eu, ainda bem. Reage bem às picadas. Coçam, como em qualquer pessoa. E uma pomada homeopática resolve muito bem.
Talvez por ser alérgica, temo muito pelas picadas. Não tenho medo de sapo, aranha ou perereca. Não gosto mesmo é de tomar picadas diversas e ficar toda inchada e coçando por aí. Até por isso, sempre que viajo ando com um tubo de fenergan na bolsa. O pediatra já havia dito que poderia usar na pequena. Mas preferi usar a pomadinha homeopática. Ela nunca tomou qualquer remédio e sempre que posso, prefiro evitar. Caso não resolvesse, pensaria no assunto.

A mangava
Oi, eu sou uma mangava ou mamangava
Para quem não conhece, é um inseto (da família da abelha) grande, preto e com um ferrão enorme. Pois bem, íamos almoçar em uma praia próxima de onde estávamos. Alice comia uma ameixa fresquinha quando a maldita mangava entrou no carro. Marido avisou, não grita. Eu gritei, me desesperei e quando vi o bicho estava na testa da pequena. Gritei mais ainda, marido parou o carro e o bicho saiu voando. Alice estava com a testa vermelha, inchando. Certeza de que doeu. Ela chorou, parecia não entender. Surtamos de medo. Mantendo a calma, mas surtando ao mesmo tempo, sabem como? Foi quando lembrei da pomada. Na hora saquei o fenergan e passamos na picada. Fizemos uma marca com caneta (oi??) para saber se aumentaria. E esperamos. Tentei ligar pro pediatra mas não havia sinal no celular. Até que foi diminuindo, diminuindo. E meu coração voltando a bater aos poucos. Que susto. Que culpa. Lembro de ter me amaldiçoado por não ter levado eu a picada. Pois assim foi a estreia da pequena com a alopatia. Espero não precisar de novo tão cedo.

O mar
Eu o amo com todas as minhas forças. E marido também. Damos um dedinho pra estar perto do mar. Sentir seu cheiro, a maresia. Ai que delícia. Achávamos que agora com 10 meses Alice já curtiria o mar. Mas não. Ela teve medo. Chorou. Pediu colo. Grudou em mim e não soltou mais. Preferiu infinitamente mais sua pequena piscina de poucos diâmetros cheia de água salgada. Não quis, não era pra ela. Pelo menos, por enquanto não. Ficamos frustradinhos. Mas entendemos que ela tem o tempo dela e aos poucos perderá o medo das mini-ondas. Fomos para uma praia de mar calmo, bem calmo.
Enquanto marido e eu nos revezávamos entre os mergulhos ela engatinhava incansavelmente pela areia como em uma espécie de esfoliação do joelho e dos pés. Mas amava. Comia um pouco de areia, limpava as mãos na mini-piscina e ia e vinha se sentindo o ser mais livre e corajoso e desbravador e valente do mundo. Minha pequena descobridora.

Os dez meses
Lembrei no meio da tarde que naquela dia ela completava 10 meses. A praia tem dessas coisas. De fazer a gente esquecer os dias, as horas, o mundo. E que delícia. Lembrei com alegria que era aquele o dia. E ela me surpreende a cada dia que passa:

- engatinha sem medo por todas as partes
- fica em pé e solta as mãos por alguns segundos, testando seu equilíbrio - repete mil vezes esse exercício
- diz mamamama quando me vê ou me quer (sempre aos prantos)
- diz dadai com um habilidade invejável (por mim)
- diz tete com uma delicadeza apontando pro meu peito
- Dada é o novo nome da Madalena - a gata
- quando pergunto se quer tete, sorri e vem em direção deles
- abaixa minha blusa quando quer mamar
- entende as coisas básicas que falamos com ela - se quer água, tete, descer, madalena...
- tenta estalar os dedos para chamar qualquer animal
- dá uns beijos deliciosos em mim e no pai, sempre no queixo e seguidos de uma mordida
- bate palmas quando cantamos ou quando está muito feliz ou gostando de alguma comida
- dança quando ouve qualquer música (não ensinamos isso, como pode?)
- dá tchau pra todo mundo, quando pedimos ou não
- solta beijos
- aponta o controle remoto para a tevê esperando alguma reação da caixa quadrada
- adora tomar banho e grita de alegria quando entra no banheiro
- nos dá coisas, quando pedimos ou não, para em seguida arrancar de nossas mãos
- arca o corpo para trás, chorando manhosamente quando não quer sentar no carrinho
- segue amando o sling e dando muitos passeios por aí nele. quando o vê fica eufórica se agitando e gritando de alegria
- dorme no nosso quarto, sem data definida para isso não acontecer mais
- tem um projeto de dente e outro quase nascendo. e provavelmente muitos outros apontando. ela morde tudo, inclusive os dedos
- continua chupando e amando os dois dedinhos
- come de tudo - peixe, ovo, feijão...
- não quer mais a papa amassada ou batida, mesmo sendo um ser-mono-dente, quer comer pedacinhos e faz questão de mastiga-los
- já sabe pegar os pedacinhos e colocar sozinha na boca
- adora chupar pão ou qualquer coisa comestível
- adora tomate e faz festa quando o vê
- nunca comeu fígado, nem tomou ferro ou qualquer vitamina
- nunca tomou mamadeira
- já sabe beber de canudinho
- acorda de 2 a 3 vezes para mamar
- faz duas sonecas de até duas horas por dia, cada uma

Ah, e a ansiedade de separação que tanto temia, posso dizer que tô curtindo muito! Esse excesso de amor e necessidade de mim que Alice anda tendo são gostosos demais. É muito amor. E eu sou muito doida, né?

24 de dezembro de 2011

:: Feliz Natal

Antes de postar o vídeo de Feliz Natal do MMqD que eu tive a honra de participar ao lado de mães lindas e crias deliciosas, gostaria de agradecer demais por tudo que vivemos juntas este ano. Pode parecer bobagem para quem não faz parte da blogosfera, mas de veras, sou uma mãe melhor por causa de tudo que leio e do tanto que aprendo com essa mulherada porreta.

Mil vezes obrigada. Um lindo Natal e que 2012 seja ainda melhor e nos traga mais cinquenta e cinco filhos porque se tem uma coisa de que gostamos é de maternar.

Flavia e Roberta, vocês são ótimas e o MMqD é tão a minha cara, que me sinto em casa. :)

19 de dezembro de 2011

:: Parto Natural

Depois de chorar muito, deixo esse vídeo lindo. Espero que sirva de exemplo e dê coragem a essa mulherada que busca um parto natural. Não tenham medo! :) Reparem em quanto prazer essa mulher sente ao parir. É lindo... ai ai, deixa eu ir que tô chorando de novo. Quero parir de novo, já!

18 de dezembro de 2011

:: Sobre a barriga, o peso e o Natal!

Dentro de alguns dias é Natal hohoho Alice completará 10 meses. E eu e o espelho, esse lindo posso dizer que não voltei ao meu corpo de antes. Ok, a barriga nem as demais partes jamais será a mesma. Mas o peso, esse eu ainda não perdi. Perdi uma parte razoável, logo nos primeiros meses. Depois, estacionei e fiquei como estou. Vez ou outra, me peso e vejo que perdi meio ou um quilo. Mas falta, falta muito. Não sei se aparenta faltar muito pela deformação da barriga e demais partes ou se pelo excesso de peso. Fico em dúvida. Na verdade, o excesso não é tão grande assim, mas minhas calças e blusinhas mais agarradas não gostam dele. E não entram de-jeito-nenhum.

Minha irmã e demais fofas mamíferas e amigas do peito dizem pra eu ter paciência que aos poucos o corpo volta. Oremos!

Admiro muito quem emagrece rápido e logo volta ao peso. Ou perde muito e fica super abaixo do peso. (oi, Carol!!!). Admiro com uma certa inveja, admito. Mas enfim, cada qual com seu cada um, não é pra mim e ponto. Só não vem me jogar na cara algo como: nossa, mas eu emagreci tão rápido. Ou tal pessoa também... (não é seu caso, viu, gata?)

O que me irrita muito é quando as pessoas dizem, ah, mas você não emagrece porque está comendo demais, besteiras e porcarias e blá-blá-blá. E essas pessoas nem sabem o que como, nunca abriram minha geladeira para ver quão verde ela é, nem nunca almoçaram em casa. Simplesmente acham que é assim e pronto. Enganam-se, probrezitas.

Falta mesmo, pro marido e eu (ele fez questão de engordar comigo na gravidez, o pobre) exercício. Porque sexo, gente, tá difícil. E lavar louça, subir escada, dormir, digitar, pensar, dirigir e carregar bebê não servem. Nossa geladeira é praticamente uma árvore. De tanto verde. Não há em casa uma bolacha recheada sequer. E Coca-Cola (essa linda) a gente toma mesmo no domingo, na casa da minha mãe.

Os quilos a mais chegam a me incomodar, às vezes. Mas eu consigo viver bem com eles. Sou do tipo de pessoa que não toparia uma cirurgia plástica assim, fácil, de uma hora pra outra. Ou logo depois de parir. Ou ainda, parar de amamentar para fazer uma cirurgia desse tipo.

Eu super levanto a bandeira da amamentação mas não deixo de viver ou de tomar uma cervijinha aqui outra acolá por causa disso. Nem sou a favor de abdicar de tudo em prol de coisa nenhuma. Mas acho de péssimo gosto deixar um bebê de um ano ou menos aos cuidados de terceiros por ter de se recuperar de uma cirurgia plástica desnecessária. PORRA!

Pois conheço gente que fez. E conheço gente que toparia fazer logo depois de passar por uma cesárea. E posso dizer? Tenho medo dessa gente. 

Em contrapartida, conheço uma pessoa que fez uma re-estruturação corporal (se é que posso chamar assim) depois dos 40, depois de ter todos os filhos que queria e depois de não ver luz no final do túnel. Daí eu acho honroso, sabe?

Outro dia ouvi de uma senhora que ela não quer ser uma velha gorda. Devo admitir que acho lindo velhos e velhas magros. Chega a ser luxuoso. Mas acho mais fofo ainda um avô ou avó bem rechonchudinho. Oinnnnn. Estilo Palmirinha (viu, Mari - certeza de que você acha também!).

Minha mãe mesmo (oi, genética!!!) é uma fofa rechonchuda e tem uma cara de vó coisa mais gostosa do mundo, testada e aprovada pelos netinhos. E cozinha maravilhosamente bem, praticamente uma Palmirinha alguns bons anos mais nova.

Por isso, minha gente, espero que ano que vem eu consiga comer ainda mais mato fazer mais exercício e deixar meu corpo trabalhar ainda mais para voltar a ser a coisa mais deliciosa desse mundo como era. Acredito nisso, no poder do corpo, do exercício e da alimentação. Se daqui a 10 anos, depois de ter parido e amamentado meus 25 filhos, não ver luz no fim do túnel, penso na hipótese de uma plástica. Mas agora, na na ni na não!

Natal chegando, hein? Bora esquecer esse papo de obeso e se jogar nas comemorações?

:)

9 de dezembro de 2011

:: Meu aniversário

Se ano passado, neste exato dia, eu acordava feliz com os chutinhos da pequena, este ano a alegria transborda de mim. É muito bom ter Alice fora da barriga. Ela está cada dia mais gostosa e eu mais apaixonada.

Meu marido perguntou o que queria de aniversário. Pela primeira vez, fiquei em silêncio, pensando... e não encontrei nada que quisesse. Me sinto completa. Plena, cheia de amor e alegria.

Não haveria marco maior para os meus 30 anos. Para essa vida balzaquiana que se inicia hoje, do que saber que sou mãe. Uma realização incrível e que cai super bem aos 30.

Não lembro de ter postado este vídeo aqui no blog. É do ano passado, outubro. Maridão que gravou. Gosto pela trilha, pelo cinza de SP, pelos grafites do Beco da Vila Madalena... e o avião, em Moema. Tudo que lembra um pouco de mim. Alice ainda na barriga e eu, estrelando. hohoho


5 de dezembro de 2011

:: 9 meses e um grande presente!

Filha,

Ontem, nós fomos campeões. Eu pedi muito para que o Cortinhians ganhasse no ano em que você nasceu. Farei questão de lembra-la sobre este título sempre que possível.
Minha sede de fazê-la conhecer sobre nosso time e cultivar dentro de ti este amor imensurável que sinto, é enorme. É como se passasse a ti tudo que meu pai, seu avô Irineu, me ensinou um dia. É a maneira mais fácil de me aproximar dele. É o jeito que encontrei de fazê-la conhecer seu avô, que já não está mais entre nós.
Ontem, quando o jogo começou e os jogadores fizeram uma homenagem ao Sócrates, grande ídolo da nação corinthiana, nós estávamos a caminho de casa e eu chorei, chorei muito. Era como se fizéssemos também uma reverência ao seu avô. Foi emocionante, pequena Alice.
Ao contrário do que muita gente disse, você não ficou assustada com os rojões e barulho. Você balançava os bracinhos soltando gritinhos e entrando no clima da festa. E eu pensava, essa é minha menina!
Se um dia você for apaixonada por futebol e amar como eu o Timão, não se sinta ridícula, nem tenha vergonha de demonstrar tal afeto. As paixões têm dessas coisas. Elas nos fazem perder a cabeça e amar cegamente. Muita gente não vai entender. Mas nosso coração baterá mais forte sempre que nosso time entrar em campo.
Sua tia Simone foi ao estádio e te trouxe uma faixa de campeão. Espero que a guarde com todo carinho que guardo as lembranças de meu pai, seu querido avô.

Hoje, pequena, você completa 9 meses. Não haveria melhor presente do que esta vitória.

Um beijo estalado,

Mamãe.

30 de novembro de 2011

:: Como irritar uma mãe - Parte I - amamentação

Perguntas e/ou afirmações que costumam me irritar, sempre que forem dirigidas à Alice e eu:

 1. Ainda mama? - Sim, mama, e, sim mamará por muito tempo. Eu acredito piamente (e com respaldo de pessoas bastante informadas) que a amamentação prolongada depende muito da mãe. De sempre oferecer o peito, de estar disponível para amamentar, de força de vontade (vide exemplo de nossa amiga Carol que voltou a trabalhar e faz ordenha para incentivar a produção de leite mesmo quando não há a sucção do pequeno Lucas), de não ter crise com livre demanda e todo resto.

2. Mama mas o leite é águinha agora, né? Fraco, não serve mais pra nada! - Não, o leite não é fraquinho. E sim, serve para muita coisa ainda. O leite materno é considerado o melhor alimento para os bebês até dois anos ou mais. Serve como antibiótico natural à diversas infecções as quais à mãe é exposta e consequentemente o bebê. Leite materno fraco não existe (vamos repetir? leite materno fraco não existe). O leite contém as mesmas vitaminas, proteínas e minerais desde sua mudança pós colostro. E continua sendo o melhor alimento até um ano. Depois disso serve como complemento. O bebê precisa de uma variedade maior de alimentos para crescer e se desenvolver, mas o leite continua sendo fundamental. Fonte preciosa de cálcio, ferro entre outras não menos importantes.

3. Bebê pendurado no peito e abaixando a blusa da mãe em público é horrível - Jura? Eu não acho, e, não ligo. Acho mesmo que meu peito está cumprindo sua função principal: amamentar um bebê. Seguiremos felizes e contentes, Alice e eu. Ela solicitando e eu oferecendo. Sempre.

4. Ela a-ca-bou de comer, você vai dar o peito só porque ela está pedindo/com sono/ querendo aconchego? - Exatamente. Sim, darei. Eu acredito fortemente que além da amamentação nutritiva há a amamentação não-nutritiva que serve para aconchego, colo, sono, consolo.

5. Mas dormir pendurada no peito causa uma dependência extrema à mãe, isso não deve ser bom! - Caguei pra isso. Não há sensação melhor do que vê-la dormir feliz enquanto suga o peito ou dá apenas fisgadinhas quando já está adormecida. Além disso, tenho um grande aliado. O dedinho dela. Quando já adormeceu e a coloco no berço, ela põe o dedinho na boca e se consola sozinha.

6. É só essa menina chorar que você enfia o peito na boca dela. - Pois é, e ela para de chorar no mesmo momento. Não há maior consolo. Pelo menos, por enquanto, não.

7. Ah, mas bebê que desmama fica mais independente - Alice mama, mama muito e mesmo assim é independente e feliz. Na medida possível de independência para um bebê. Tenho certeza de que o fato de deixa-la mamar quando quiser passa segurança à ela. Nada de me esconder ou distraí-la. Eu quero é mais que ela mame. Por aqui não há "miguelagem" com peito. Deu sinais de que quer, terá.

8. Pode ter certeza de que ela vai desmamar sozinha já já. Vai perder o interesse, certeza, com os bebês x, y e z foi assim - O pediatra dela disse que é praticamente impossível ela perder o interesse se eu manter a livre demanda, a ordenha caso não esteja por perto e oferecer sempre, mesmo que ela não peça. Ele é médico, muito bem graduado, quem sou eu pra discordar. E não sou a mãe dos bebês x, y e z. Não sei como elas fizeram ou qual era a ideia e o prazo da amamentação para elas. Há mães que inconscientemente colocam prazos e os concretizam sem ao menos se darem conta. Outra coisa, será que elas já ouviram falar em "greve de amamentação"? Vale a pena pesquisar!

9. Você tá é louca de seguir com a livre demanda, isso não pode ser bom! - Eu acho ótimo. Alice e eu nos adaptamos perfeitamente à livre demanda. Me cansa mesmo é ter horários e regras para uma coisa tão natural quanto à amamentação.

E me cansa, cansa muito pessoas que fazem questão de perguntar ou afirmar essas coisas todas que escrevi acima achando que estão ajudando.


Se você leu este post e ficou morrendo de nojo/raiva/ódio entre outras coisas um tanto duvidosas, me achando radical/extremista/militante entre outras coisas um tanto bicho-grilo/hippies e deseja profundamente nunca mais me ler/ouvir/entender, não tome isso como pessoal. De repente você e eu nem tivemos a oportunidade de conversar sobre o assunto e discordar passivamente. Lembre-se, a diversidade é bastante positiva e faz desse mundão-de-meu-deus um lugar mais confiável e acolhedor. Porque vamos combinar que morar num lugar que todo-mundo tem a mesma opinião deve ser um saco. E eu acho, com todas as minhas forças e de todo o meu coração, que a gente pode ter opiniões divergentes sobre os mais diversos assuntos e mesmo assim ser grandes amigas. Sem ofensa ou mágoa.
Por tanto, se você faz parte dessa trupe do bem, que não pensa como eu, mas me admira e não aponta dedos na minha cara, isso não foi escrito para você. Te "agarantio"!

Uma pessoa amada e de extrema confiança me disse certa vez que o medo e a insegurança em relação à amamentação de minha filha está na cabeça alheia. E que, pode ser, que me atinja vez ou outra me fazendo temer pelo fim dessa relação tão gostosa e natural que faz parte de nosso dia a dia. Por isso, é importante repetir o mantra: esse medo não é meu! É dos outros. E eles que se virem.

E tenho dito!

Post escrito para você que também já passou por isso e ficou com o coração apertado por ter de tragar a seco cada palavra mal dita. E espero tocar outras pessoas que um dia se sentiram inseguras   por causa de palpiteiros e pensaram em parar de amamentar. Sejam muito bem-vindas, vocês não são ETs, tá?


Por último e não menos importante, eu mamei até 2 anos e meio. Percebe como sou mal criada, mimada e egoísta? Sou tão dependente de minha mãe que saí de casa aos 20 anos e nunca mais voltei, tadinha! Temos uma relação saudável e super bacana. Quase nunca fico doente e tenho uma imunidade pra lá de invejável... isso de amamentar muito tempo não deve mesmo fazer bem, eu hein...


(imagens do google)

26 de novembro de 2011

:: Alice, os dedos e o cobertor...

A única chupeta que Alice tem, ganhou da avó e ficou de recordação. Nunca demos. Desde o início, marido e eu concordamos que não seria legal.
Daí ela começou a chupar o dedo. O marido voltou atrás e insistiu pela chupeta. Eu não quis. Bati o pé e assim foi.
Ela tem veneração pelo dedo. Ou melhor, pelos dedos. Chupa dois de uma vez. Os mais compridos, no caso. Indicador e do meio. 
Chega a ser bonitinho.
E um belo de um calmante. Que tá ali, sempre à mão. Fácil, sujo e cheio de bactérias - agora que ela é um bebê "engatinhante".
Vamos combinar que não há água e sabão suficientes para matar tantas bactérias que dois dedos comportam. Disso, tenho certeza.
Cheguei até a ficar com ciúmes do tal par de dedos. Porque, né? Mas com o tempo passou. Pensei e repensei milhares de vezes sobre a chupeta. Até tentei. Mas daí ela já estava toda gamada nos dedinhos. E jogou a danada longe. Uma outra vez, catou da boca de um amiguinho e começou a moder loucamente. Olhou, analisou e dispensou. Não entendendo a graça daquele brinquedo.
Como sou do contra, assumi que ela chuparia os dedos. Vai que enjoa e larga sozinha.
Mas não, 5 meses depois da primeira vez, continua loucamente apaixonada por eles.
Já me falaram que podem afinar, que ela pode chupar pra sempre, que os dentes-não-sei-o-que... E por incrível que pareça, o amado pediatra disse pra deixar. Melhor calmante não há. Me pediu para relaxar e deixar como está.





E assim ela segue, chupando os dedinhos.

Nunca pensamos em dar paninho, naninha ou qualquer coisa do tipo. Achava isso too much. Já tem os dedos, que fique satisfeita. Mas não! Ela, como eu, também é do contra. E decidiu adotar o cobertor da vez. De verão ou inverno, colcha ou felpudo. Ela agarra, leva até o nariz e fica esfregando. Ou apenas esfrega com os dedinhos da outra mão. 
É claro que a preferência é pelo mais macio e gostosinho. Que ela já sabe de longe onde está. Engatinha até ele, o arrasta e deita, onde for, para chupar os dedos. 

Chega a ser bonitinho.

A moral da história é que a gente pode até querer fazer do nosso jeito, mas quando eles querem, dão o jeito deles. 



A madrinha dela lembrou carinhosamente deste personagem do Snoopy, o Linus, que sempre chupava o dedinho e agarrava seu cobertor. Achei super a versão masculina da pequena. Fica o registro.

25 de novembro de 2011

:: Alice crescendo... (parte 200 de muitas e infinitas)



É favor desconsiderar: a menina quase caindo, a calça caindo e arrastando pelo chão, a voz da mãe e a mão da mãe tentando evitar uma queda mais traumática - gracias!

19 de novembro de 2011

:: Alice crescendo...

Alice me surpreende um pouco a cada dia. Antes rastejava pelo chão se arrastando por todos os cantos, ainda meio torpe mas com foco e rapidez invejáveis. De um um dia para o outro, começou a engatinhar. Eu até chorei de emoção. Foi lindo. Ver aquele serzinho todo desabrochado parecendo realmente um filhote. Um mini-humano.
O começar a engatinhar foi a brecha para testar seu poder de ser bípede. Como eu, o pai e todos os demais que convivem com ela, menos a gata. Ela dispara velozmente até chegar a um lugar em que possa se apoiar e ficar em pé.
Toda essa desenvoltura um tanto desastrada já rendeu tombos e cabeçadas. Sempre seguidos de um choro doído. E alguns pequenos galos. No começo eu fiquei preocupada, nervosa e quis fazê-la parar. Agora já a deixo ir, sempre acompanhando de perto e evitando que se machuque. Quando cai apenas a abraço e acalmo. O chororô dura apenas o tempo de uma nova distração e um novo objetivo.
Ela e Madalena (a gata) nunca estiveram tão próximas. As duas de quatro engatinhando pelos cantos da casa. Uma corre atrás da outra e a diversão é garantida.
É incrível vê-la descobrindo o mundo. Corajosa e destemida, essas são as principais características dessa sua nova fase, aos 8 meses.
Me sinto bem e feliz por não ser uma mãe muito enjoada. Desde os quatro meses, a largo no chão para que possa entender o funcionamento de seu corpo e aprender a desenvolver sua habilidades humanas.
Minha casa é um lugar limpo e bastante seguro. Mas não fico me questionando se está de veras limpo  e esterilizado. O chão é o lugar para ela aprender a se mover e lá que a deixo quando fica impaciente e cansada de colo. Não penso duas vezes e tampouco pondero se a gata está por perto ou nosso sapato sujo pisou por ali.
E a cada dia que passa percebo que isso a ajuda em seu desenvolvimento. Em sua evolução. Em sua construção humana e bípede.
Procuro sempre lavar suas mãos e deixa-las limpas. Mas em nenhum momento fico neurótica achando que vai adoecer por entrar em contato com bactérias e coisas do tipo. E um viva aos anticorpos.
A maravilha de tudo isso está na notória evolução que vejo diariamente em seu desenvolvimento.
E mais uma vez fico emocionada e feliz por ser a mãe que sou, afinal, de alguma maneira, ela me escolheu e imagino que deva estar satisfeita com o resultado. Eu estou.

Sua alimentação está perfeita. Eu que morria de medo da inclusão da alimentação complementar e da possível diminuição das mamadas, hoje, 2 meses depois, estou segura e bastante tranquila.
Ela faz 3 refeições bem completas diariamente e o resto complementa com o peito. Come papas de frutas, salgadas, pedaços brócolis, pão integral, carne e peixe. Adora tudo que prova e geralmente pede mais.
Já tentei pular mamadas complementando com comidinhas e nada feito. Ela pode comer o que for, mas o peito ninguém tira.
Percebo que a relação com o peito é outra também. Ela está in love com ele. Pede, agarra, puxa a blusa. E ao contrário de muita gente, eu adoro. Sinto que nossa história de amamentação prolongada está apenas no começo. E pretendo, de verdade, seguir assim por muito tempo. Oxalá dê certo.

Hoje fui ao mercado com ela. No caminho, ela adormeceu. Quando parei o carro e tentei coloca-la no sling para que seguisse dormindo, ela percebeu que estava em um lugar diferente e despertou super feliz, querendo sugar, observar... vivenciar tudo aquilo. Sem perder nada. Com tamanha sagacidade que me alegrou o coração. Que sede de viver e ver. Que delícia poder estar ao lado de um ser assim. Com fome de vida. Com vontade de saber e ver mais e mais.

Tô sumida daqui e dos blogs queridos mas a vida tá corrida e não sobra tempo pra nada. E quando sobra, não tenho vontade nenhuma de sentar em frente ao computador. Me perdoem, deve ser apenas uma fase, vai passar.

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