Fico surpresa quando alguém questiona o fato de Alice ainda não ir à escola. Alguns dizem que ela precisa de regras. Outros, que precisa conviver com outras crianças para aprender a dividir.
Eu não concordo com nenhum ponto de vista, me desculpem. Ela convive com crianças diariamente no parquinho que frequenta. Eu também convivo e percebo que mesmo aqueles que vão à escola, não dividem. E tampoco têm regras.
Alice fica, sob minha supervisão, aos cuidados de uma pessoa que me ajuda bastante, com a casa e com ela. Uma mulher do bem, super educada, que passa valores e ensina coisas básicas à pequena.
Esta é a terceirização possível para minha maneira de trabalho. E funciona super bem. Temos regras, horários para atividades e brincadeiras. Eu oriento esta pessoa que me ajuda da maneira como quero que as coisas caminhem. Ela faz certinho. Com certeza com mais experiência do que eu. Tem dois filhos e uma paciência admirável para lidar com crianças.
Certamente não acredito que a escola tenha um papel muito importante. Não neste momento. Não para uma criança de dois anos. É claro que sua utilização é a solução ideal quando falamos em mães que trabalham fora. Sim, neste caso a escola é incrível. Se eu não estivesse por perto e as avós não pudessem assumir esta tarefa, com certeza Alice já frequentaria uma há muito tempo.
Mas esta cobrança da "sociedade" em querer que uma criança de dois ano vá à escola é, no mínimo, infundada. Criança precisa estar em casa. Sentir-se acolhida.
Depois que começa a alfabetização a criança terá que ir à escola até os 17, depois escolherá uma faculdade, daí vem um estágio, um trabalho... e pronto! está instalada a eterna-rotina do acordar cedo e trabalhar.
A primeira infância é o momento ideal para não se fazer nada, apenas brincar e ser feliz, sem nenhuma preocupação, sem nenhum entendimento "concreto" do que está por vir. E a "sociedade" quer acabar quando isso. Não entendo como as pessoas não conseguem enxergar desta maneira.
Esse lance da escolarização precoce com certeza causará desconforto em alguns adolescentes já cansados deste ritmo. Poderão se tornar adultos preguiçosos e desgastados por uma rotina exaustiva.
É este discurso que tenho vontade de fazer quando alguém me questiona sobre a escola. Mas me calo. Faço a famosa cara de paisagem. E digo: "ano que vem, ano que vem".
Eu não concordo com nenhum ponto de vista, me desculpem. Ela convive com crianças diariamente no parquinho que frequenta. Eu também convivo e percebo que mesmo aqueles que vão à escola, não dividem. E tampoco têm regras.
Alice fica, sob minha supervisão, aos cuidados de uma pessoa que me ajuda bastante, com a casa e com ela. Uma mulher do bem, super educada, que passa valores e ensina coisas básicas à pequena.
Esta é a terceirização possível para minha maneira de trabalho. E funciona super bem. Temos regras, horários para atividades e brincadeiras. Eu oriento esta pessoa que me ajuda da maneira como quero que as coisas caminhem. Ela faz certinho. Com certeza com mais experiência do que eu. Tem dois filhos e uma paciência admirável para lidar com crianças.
Certamente não acredito que a escola tenha um papel muito importante. Não neste momento. Não para uma criança de dois anos. É claro que sua utilização é a solução ideal quando falamos em mães que trabalham fora. Sim, neste caso a escola é incrível. Se eu não estivesse por perto e as avós não pudessem assumir esta tarefa, com certeza Alice já frequentaria uma há muito tempo.
Mas esta cobrança da "sociedade" em querer que uma criança de dois ano vá à escola é, no mínimo, infundada. Criança precisa estar em casa. Sentir-se acolhida.
Depois que começa a alfabetização a criança terá que ir à escola até os 17, depois escolherá uma faculdade, daí vem um estágio, um trabalho... e pronto! está instalada a eterna-rotina do acordar cedo e trabalhar.
A primeira infância é o momento ideal para não se fazer nada, apenas brincar e ser feliz, sem nenhuma preocupação, sem nenhum entendimento "concreto" do que está por vir. E a "sociedade" quer acabar quando isso. Não entendo como as pessoas não conseguem enxergar desta maneira.
Esse lance da escolarização precoce com certeza causará desconforto em alguns adolescentes já cansados deste ritmo. Poderão se tornar adultos preguiçosos e desgastados por uma rotina exaustiva.
É este discurso que tenho vontade de fazer quando alguém me questiona sobre a escola. Mas me calo. Faço a famosa cara de paisagem. E digo: "ano que vem, ano que vem".
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