... mas em primeiro lugar, um feliz 2012, que seja incrível para todas nós este lindo ano e que termina em número par. Tenho uma queda por números pares, apesar de ter nascido em um ímpar. E Alice idem.
ah, o Natal...
Fazia tempo que não passava um Natal tão especial. Acho que desde pitica não me emocionava tanto. Não pelos presentes ou reunião com a família, e sim por saber que a partir de agora será diferente para sempre. E cada vez mais lindo e emocionante. Depois que Alice nasceu eu comecei a valorizar datas que até então, desde meus 16 anos, passavam batidas.
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| Alice com cara de sono, eu e a madrinha |
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| Tia Simone |
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| Tia Camila |
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| Alguém pode me levar pra casa que estou com sono? |
Nunca fui muito chegada em Papai Noel e sempre o achei um cara bastante capitalista e meio nojentinho. Na minha cabeça apenas as crianças ricas escreviam e tinham suas cartinhas atendidas. E só de pensar nisso, me dava uma tristeza que eu mesma não media (nem meço) esforços para tentar ajudar os mais humildes. Principalmente no Natal. Para mim, essa sempre foi a grande magia das festas de final de ano. Parar um pouco e pensar em algo solidário a ser feito. Muito diferente de onde esse capitalismo selvagem faz questão de nos levar. Não é mesmo?
Apesar de não ter montado árvore ou comprado algo que remetesse ao Natal (prometo montar uma no próximo ano) estava todo no climinha Papai Noel. Deixei Alice toda bonita e comemoramos bastante a data. Com todas as famílias, do marido e minha. Uma em cada dia. E de um jeito. Mas foi uma delícia.
2011 -> 2012
Passamos em casa. Como nos últimos quatro anos. Nossos bichos ficam muito assustados com os fogos e não conseguimos deixa-los sozinhos. Alice dormiu cedo no dia 31. Uma sete. Acordou às onze só para passar a virada com a gente. Foi uma delícia. Nem se assustou com os fogos, simplesmente brincou um pouco e logo pediu para mamar e em seguida dormir. Foi o reveillon mais delicioso de minha vida. O primeiro ao lado de minha família completa. Alice, Gu, eu, cachorras e gata.
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| As irmãs: Alice, Madalena, Banana e Shiva |
Praia
Confirmei o que já imaginava. Criança e praia combinam perfeitamente. Tirando os borrachudos, uma picada de mangava na testa (da pequena) e o medo de Alice das ondas... foi tudo incrivelmente delicioso. Todos os dias de muito sol. Muita praia. Marido e eu formamos uma dupla incrível quando o assunto é viajar em família.
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| Eba, tô adorando esse negócio de férias |
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| A areia pinica... |
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| Gosto mesmo da minha piscina |
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| E de andar por aí... |
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| Momento esfoliação |
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| Cadê minha água? |
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| Totalmente à milanesa |
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| Esse sling dá um sooono |
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| Vem mãe, vem... |
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| ... que eu quero mamar! |
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| E dormir... praia dá uma canseira! |
Os borrachudos
Alice não é alérgica como eu, ainda bem. Reage bem às picadas. Coçam, como em qualquer pessoa. E uma pomada homeopática resolve muito bem.
Talvez por ser alérgica, temo muito pelas picadas. Não tenho medo de sapo, aranha ou perereca. Não gosto mesmo é de tomar picadas diversas e ficar toda inchada e coçando por aí. Até por isso, sempre que viajo ando com um tubo de fenergan na bolsa. O pediatra já havia dito que poderia usar na pequena. Mas preferi usar a pomadinha homeopática. Ela nunca tomou qualquer remédio e sempre que posso, prefiro evitar. Caso não resolvesse, pensaria no assunto.
A mangava
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| Oi, eu sou uma mangava ou mamangava |
Para quem não conhece, é um inseto (da família da abelha) grande, preto e com um ferrão enorme. Pois bem, íamos almoçar em uma praia próxima de onde estávamos. Alice comia uma ameixa fresquinha quando a maldita mangava entrou no carro. Marido avisou, não grita. Eu gritei, me desesperei e quando vi o bicho estava na testa da pequena. Gritei mais ainda, marido parou o carro e o bicho saiu voando. Alice estava com a testa vermelha, inchando. Certeza de que doeu. Ela chorou, parecia não entender. Surtamos de medo. Mantendo a calma, mas surtando ao mesmo tempo, sabem como? Foi quando lembrei da pomada. Na hora saquei o fenergan e passamos na picada. Fizemos uma marca com caneta (oi??) para saber se aumentaria. E esperamos. Tentei ligar pro pediatra mas não havia sinal no celular. Até que foi diminuindo, diminuindo. E meu coração voltando a bater aos poucos. Que susto. Que culpa. Lembro de ter me amaldiçoado por não ter levado eu a picada. Pois assim foi a estreia da pequena com a alopatia. Espero não precisar de novo tão cedo.
O mar
Eu o amo com todas as minhas forças. E marido também. Damos um dedinho pra estar perto do mar. Sentir seu cheiro, a maresia. Ai que delícia. Achávamos que agora com 10 meses Alice já curtiria o mar. Mas não. Ela teve medo. Chorou. Pediu colo. Grudou em mim e não soltou mais. Preferiu infinitamente mais sua pequena piscina de poucos diâmetros cheia de água salgada. Não quis, não era pra ela. Pelo menos, por enquanto não. Ficamos frustradinhos. Mas entendemos que ela tem o tempo dela e aos poucos perderá o medo das mini-ondas. Fomos para uma praia de mar calmo, bem calmo.
Enquanto marido e eu nos revezávamos entre os mergulhos ela engatinhava incansavelmente pela areia como em uma espécie de esfoliação do joelho e dos pés. Mas amava. Comia um pouco de areia, limpava as mãos na mini-piscina e ia e vinha se sentindo o ser mais livre e corajoso e desbravador e valente do mundo. Minha pequena descobridora.
Os dez meses
Lembrei no meio da tarde que naquela dia ela completava 10 meses. A praia tem dessas coisas. De fazer a gente esquecer os dias, as horas, o mundo. E que delícia. Lembrei com alegria que era aquele o dia. E ela me surpreende a cada dia que passa:
- engatinha sem medo por todas as partes
- fica em pé e solta as mãos por alguns segundos, testando seu equilíbrio - repete mil vezes esse exercício
- diz mamamama quando me vê ou me quer (sempre aos prantos)
- diz dadai com um habilidade invejável (por mim)
- diz tete com uma delicadeza apontando pro meu peito
- Dada é o novo nome da Madalena - a gata
- quando pergunto se quer tete, sorri e vem em direção deles
- abaixa minha blusa quando quer mamar
- entende as coisas básicas que falamos com ela - se quer água, tete, descer, madalena...
- tenta estalar os dedos para chamar qualquer animal
- dá uns beijos deliciosos em mim e no pai, sempre no queixo e seguidos de uma mordida
- bate palmas quando cantamos ou quando está muito feliz ou gostando de alguma comida
- dança quando ouve qualquer música (não ensinamos isso, como pode?)
- dá tchau pra todo mundo, quando pedimos ou não
- solta beijos
- aponta o controle remoto para a tevê esperando alguma reação da caixa quadrada
- adora tomar banho e grita de alegria quando entra no banheiro
- nos dá coisas, quando pedimos ou não, para em seguida arrancar de nossas mãos
- arca o corpo para trás, chorando manhosamente quando não quer sentar no carrinho
- segue amando o sling e dando muitos passeios por aí nele. quando o vê fica eufórica se agitando e gritando de alegria
- dorme no nosso quarto, sem data definida para isso não acontecer mais
- tem um projeto de dente e outro quase nascendo. e provavelmente muitos outros apontando. ela morde tudo, inclusive os dedos
- continua chupando e amando os dois dedinhos
- come de tudo - peixe, ovo, feijão...
- não quer mais a papa amassada ou batida, mesmo sendo um ser-mono-dente, quer comer pedacinhos e faz questão de mastiga-los
- já sabe pegar os pedacinhos e colocar sozinha na boca
- adora chupar pão ou qualquer coisa comestível
- adora tomate e faz festa quando o vê
- nunca comeu fígado, nem tomou ferro ou qualquer vitamina
- nunca tomou mamadeira
- já sabe beber de canudinho
- acorda de 2 a 3 vezes para mamar
- faz duas sonecas de até duas horas por dia, cada uma
Ah, e a ansiedade de separação que tanto temia, posso dizer que tô curtindo muito! Esse excesso de amor e necessidade de mim que Alice anda tendo são gostosos demais. É muito amor. E eu sou muito doida, né?